Conheça com a Optimus Importadora: a história do vinho



Fatos e personalidades que marcaram a trajetória da bebida desde a antiguidade até os nossos dias. Separamos 100 fatos e personalidades que foram importantes para a construção da história do vinho, desde a antiguidade até os dias de hoje. Os relatos que serão encontrados nessa matéria possuem informações sobre os primeiros vinhedos plantados no mundo, a origem dos primeiros Clos, a revolução das garrafas, o crescimento da Cabernet Sauvignon e a primeira avaliação de vinhos no Brasil. Aprenda com a Optimus Importadora a história do vinho. E lembre-se, conte sempre a Optimus Importadora, uma empresa que é especialista e conhecedora do mercado e qualidade de Vinhos. Atualmente presente nos principais estados do país, em restaurantes e lojas especializadas. Contamos com uma grande rede de representantes e distribuidores em cada região.


7.000 a 5.000 A.C. As primeiras vinhas do mundo As mais antigas vinhas cultivadas no mundo foram encontradas na Geórgia, na região do Cáucaso, e datam da Idade da Pedra. Cientistas acreditam que esses são os primeiros indícios de viticultura, ou seja, de um plantio organizado feito pelo homem. Acredita-se que os vinhos tenham surgido também nesse período, apesar de as primeiras prensas e outros equipamentos vitivinícolas terem sido encontrados na Armênia em 4.000 a.C. 1.800 A.C. Os primeiros escritos sobre vinho Uma das obras literárias mais antigas da humanidade, o Gilgamesh (uma série de poemas e lendas sumérias compiladas por volta do século VII a.C.), tem um trecho, a tábua 10, que trata da fabricação do vinho. O primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, conta que Noé se tornou lavrador e plantou um vinhedo. O Talmude, livro sagrado dos judeus, também fala sobre vinho. 1.500 A.C. As primeiras ânforas Ânfora, em grego, significa algo que pode ser carregado por duas pessoas. Historiadores apontam que isso foi uma invenção dos cananeus, povo que habitava uma região do Oriente Médio e que introduziu esse recipiente propício para transportar vinho (e também outros produtos) no Egito por volta de 1.500 a. C. As ânforas foram usadas para transportar e armazenar vinho por séculos até quase a Idade Média. 750 A.C. A odisseia do vinho Estima-se que o poeta grego mais famoso da antiguidade, Homero, viveu por volta do século VIII a.C. Suas narrativas épicas, tanto a história da Guerra de Troia, na Ilíada, quanto as aventuras de Ulisses, na Odisseia, trazem relatos de consumo e produção de vinho na época. Nas aventuras de Ulisses, por exemplo, é citado o vinho de Maro, doce e forte, o qual o herói usou para adormecer o ciclope Polifemo. 404 A.C. Estreia das Bacantes Uma das peças de teatro mais famosas sobre o deus Baco, ou Dionísio, as Bacantes foi escrita pelo teatrólogo grego Eurípides e teve estreia póstuma (o autor morreu um ano antes). A obra trata da vingança de Dionísio ao ser rejeitado por sua família humana (ele é filho de Zeus com uma mulher). Também é a primeira obra que relaciona o deus diretamente ao vinho. 60 A.C. Júlio César e o nascimento dos Romanées Júlio César, um dos maiores estrategistas de guerra de todos os tempos, expande o Império Romano até a Bretanha. Nessa época, o imperador também define uma lei agrária e presenteia seus generais com terras na Gália, região recém-conquistada. Daí surgiriam os vinhedos Borgonheses chamados romanées, como o Romanée-Conti, por exemplo. 65 D.C. Lúcio Columella e os fundamentos da viticultura Lúcio Columella, espanhol de Cadiz, escreveu o mais completo manual de agricultura até então, De Re Rustica, sobre assuntos do campo. Tudo sobre viticultura está em seu livro. Nele, o autor afirma que a vinha é a forma mais lucrativa de agricultura e detalha todos os processos, desde a poda até a colheita. Muitas das técnicas descritas ainda são utilizadas nos dias atuais. 77 D.C. Plínio, o Velho Em seu Naturailis Historia, Plínio, o Velho, compilou boa parte do conhecimento científico da época. Nos capítulos sobre agricultura, ele cita os grandes vinhos de Roma, técnicas de vinificação e as qualidades medicinais da bebida. Ele também formula uma das primeiras visões de terroir, dizendo que lugares singulares poderiam dar vinhos únicos. 169 D.C. A primeira compilação de vinhos Médico de Marco Aurélio, Galeno compilou todas as informações sobre vinhos na época em um tratado chamado De Antidotis, que originalmente foi escrito com o intuito de listar as misturas de vinhos com drogas para evitar o envenenamento do imperador romano. Seu livro pode ser considerado a primeira compilação de vinhos do mundo, assim como também contém as primeiras resenhas, pois Galeno dizia como avaliar os vinhos, armazená-los e envelhecê-los. 200 D.C. Invenção dos barris As ânforas só foram substituídas pelos barris no transporte de vinhos já no fim do Império Romano, o começo da Idade Média. Acredita-se que as barricas de transporte de vinho foram inventadas pelos celtas quando esses passaram a vender vinho para a Itália. A arte da tanoaria pouco se modificou com o passar dos tempos e a estrutura dos barris de hoje é muito semelhante à dos primeiros barris. 800 D.C. Carlos Magno Carlos Magno foi o principal nome da Idade Média. Ele ajudou a “organizar” o norte da Europa, todo fragmentando depois do fim do Império Romano. Entre suas realizações, promulgou leis agrárias, especialmente as ligadas ao vinho, com rígidas normas para a produção. Mais do que isso, ele pessoalmente mandou cultivar vinhas em locais específicos. Grande possuidor de terras, deu nome a vinhedos como, por exemplo, Corton-Charlemagne, na Borgonha. 1048 Omar Khayyam E o Rubaiyat Apesar de os preceitos islâmicos proibirem o vinho, alguns árabes se “rebelaram”, como Omar Khayyam. Ele foi um dos maiores cientistas de sua época, capaz de elaborar um calendário muito mais preciso do que o gregoriano. Porém, para o mundo do vinho, sua grande contribuição foi a obra Rubaiyat, uma longa série de quartetos em homenagem à bebida. 1112 Monges cistercienses Bernardo de Fontaine funda a ordem que revolucionou os vinhedos da Borgonha, os monges cistercienses. Seus discípulos eram jovens e devotos ao trabalho árduo, tanto que a expectativa de vida era de 28 anos. Eles se dedicaram à vitivinicultura desde a fundação, após terem recebido o primeiro vinhedo em Meursault. Acredita-se que eles foram os primeiros a plantar Chardonnay em Chablis. Eles também estabeleceram o conceito de Cru. 1154 Bordeaux passa para o domínio inglês Em 1152, Leonor da Aquitânia, ex-rainha da França, casa-se com Henrique Plantagenet, que se tornou Henrique II da Inglaterra dois anos depois. Isso marca a história de Bordeaux definitivamente. Anos depois, os comerciantes bordaleses passaram a fornecer vinho para a corte britânica, sob o reinado de João Sem Terra, filho de Leonor. As constantes disputas entre França e Inglaterra pela região duraram séculos, até o fim da Guerra dos Cem Anos, quando Bordeaux finalmente voltou para o domínio francês, mas então seus vinhos já eram um sucesso na Inglaterra. 1220 A batalha dos vinhos O “primeiro concurso internacional de vinhos” de que se tem notícia foi organizado pelo rei Filipe Augusto, da França, por volta de 1220. Na ocasião, ele queria saber qual era o melhor vinho do mundo e mandou seus mensageiros buscarem bebidas por todas as partes do globo. A prova, que elegeu o vinho do Chipre – provavelmente o Commandaria –, foi eternizada no célebre poema de Henry d’Andeli. 1308 A origem de Châteauneuf-du-Pape O papa Clemente V, influenciado pelo rei da França, levou a sede do papado para Avignon. Os soberanos católicos ficaram lá por 70 anos e os vinhedos em torno de sua nova sede, chamada Châteauneuf-du-Pape, deram origem a um vinho famoso até os nossos dias. Clemente ainda seria homenageado com um vinhedo em Bordeaux, onde hoje está o Château Pape Clement. 1336 Os primeiros Clos A influência dos monges cistercienses na Borgonha foi determinante. No começo do século XIV, eles adquiriram o vinhedo de Clos de Vougeot, que se tornaria o vinho mais famoso da região por séculos, e construíram os muros em torno dele no ano de 1336. Vougeot, com pouco mais de 50 hectares, é o maior vinhedo único da Côte de Nuits e um dos primeiros Clos. 1487 Regulamentado o uso do enxofre Um decreto real na Alemanha permitiu e regulou a adição de enxofre no vinho pela primeira vez em 1487. A prática para ajudar na conservação e higienização do vinho era antiga, conhecida e utilizada provavelmente desde o Império Romano. Porém, foi a primeira vez que foi “normatizada” por lei. 1550 As primeiras vinhas no Novo Mundo Os colonizadores espanhóis e portugueses começam a chegar e trazer consigo vinhas, pois o vinho vindo da Metrópole não era capaz de suportar a longa viagem da Europa para a